segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

saudades de uma infãncia feliz......


“A infância é a melhor fase da vida, e passa tão rápido”. A autora dessa frase foi minha vó quando assistia, da janela da sala de jantar, eu brincar no jardim. Nunca mais esqueci aquela frase. Cresci com ela flutuando nos meus pensamentos. Hoje estou aqui para confirmar que ela tinha razão.

Nostalgia não é privilégio de anciões. Nós, jovens, também temos. E por que não? Lembro como se fosse hoje das brincadeiras no colégio, na rua, do futebol , do volei de travinha e do horário certo para sair e entrar em casa. Vale a pena lembrar neh na nossa época, brincávamos na rua sem medo de cair e machucar as meninas não preocupavam com beleza igual hoje, nem pensavam em ter celular, ficar no computador o dia inteiro conversando com amigos via MSN e sim conversar pessoalmente, brincar de queimada, amarelinha, pé de lata, pulando corta, rouba bandeira, queimada entre outras Sair à noite nem pensar. Era quase utópico. Só em dia de Natal, quando tinha festa de aniversário ou alguma coisa muito importante. E, não sei por quê, brincar na rua durante a noite tinha um sabor especial.

Ser criança é bom demais. É viver sem preocupações e ter horário certo para tudo. Inclusive para assistir televisão. Principalmente quando se tratava dos clássicos da TV Cultura. Que saudades! Tomar banho e depois merendar na frente da TV assistindo “Glub-Glub”, “O Mundo de Bechman”, “Castelo Rá-Tim-Bum”, “Tin-Tin” e tantos outros programas. Só de lembrar dos meus programas favoritos na infância começo a interligar com fatos da minha vida, ora inesquecíveis, , ora engraçados, ora tristes, enfim, é interessante como os programas de TV acabam, além de entretenimento, se tornando memoriais também.

E não só de TV vivia uma criança dos anos 1990. De videogame também. E para brincar neles a garotada do bairro onde eu morava tinha que pagar. A gente vivia alugando meia hora ou uma hora em estabelecimentos improvisados em residências. Era uma festa. Bastava cair cinquenta centavos na nossa mão que ele era imediatamente trocado por meia hora preciosa de diversão.
Cinco reais naquela época era fortuna. E com cinquenta centavos dava para comprar uma Coca-Cola de 250ml. Com 1 real então, nem se fala. Dava para comprar o kit-besteira: refrigerante, bolacha recheada, salgadinhos e dois chicletes . Minhas vermes eram mais felizes nos anos 1990.

Não poderia jamais esquecer dos momentos que passei no colégio.Estudei poucas vezes na escola pública, posso dizer que a merenda escolar era um espetáculo à parte: ovo cozido com gema esverdeada, mingau de arroz (minha preferida) e o grudento conserva com macarrão eram algumas das iguarias servidas aos alunos. Só comia quem estava com muita fome e sem grana para ir à cantina.

Ainda na escola, como eu ficava feliz quando era dia de pagamento de professores ou planejamento escolar, pois significava que naquele dia eu ficaria em casa. Quando não tinha folga, sair cedo era a minha maior alegria. “A professora fulana de tal faltou, por isso vou liberá-los mais cedo”, dizia a supervisora. Todo mundo comemorava como se fosse um gol em final de campeonato. “Silêncio crianças, senão eu não vou liberá-los”. Não existia Orkut
• Garotos de 13 anos usavam roupas remendadas pela mãe
• Mc Donalds custava R$ 4,50
• Biscoito Fofy existia

• Festas de 15 anos não eram eventos/shows
• Quem não lembra do chocolate da Mônica? Pessoas REALMENTE se conheciam e não por Orkut
• Maquiagem era coisa de gente grande
• Fotos não eram tiradas para serem colocadas no orkut e sim para recordarem um momento
• Pra saber da vida de alguém só lendo os cadernos de perguntas que fazíamos
• Crianças tinham Bichinho Virtual e não Celular
• Se mandava cartinhas pra dizer que amava e não scraps no Orkut
• Comprava vários biscoitos da Elma Chips só pra pegar o Tazo • Dava prazer de ficar em casa aos Domingos só pra ver tv.
Nossa, como já dizia Roberto Carlos, são tantas emoções! Mas de uma coisa eu sei: a infância não pode ser resumida em linhas, palavras e parágrafos. Isso aqui é só uma poeira no vasto universo infantil que vivi. Naturalmente cresci, mas faço questão de preservar um pouco do ser criança dentro de mim. Hoje, apesar de estar mergulhado de cabeça no mundo adulto, faço questão de guardar o que restou da minha infância num lugar muito especial chamado lembrança.

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